27/03/09

CAMPANHAS

PÁLIDO: AJJ usa o Jornal da Madeira para a sua campanha permanente.

ALARANJADO: Manuela Ferreira Leite, muito criticada por AJJ, já lhe passou à frente: todos estes dias, depois das 22h é vê-la em Directo na SIC Notícias.

Ter um amigo dono de uma televisão é um previlégio que nem todos têm!

25/03/09

Pensamento Revelador

"Penso que as mulheres não estão na política não porque não podem mas porque não querem. Fazer carreira dentro de um partido político não lhes interessa, sentem que é um desperdício de tempo."
Maria José Nogueira Pinto, "Diário de Notícias", 25-03-2009
A primeira reacção seria dar aqui uma série de razões pelas quais as Mulheres ainda não participam na política como os homens mas, é preferível explicar algumas razões pelas quais as Mulheres não colaboram com certos políticos e certos partidos:
Há pessoas que por não terem dificuldades nao compreendem que os outros as tenham;
Há partidos que por não compreenderem as dificulades dos cidadãos, não só das mulheres, nunca conseguiram o seu voto. Tudo isto diz muito dos resultados do CDS-PP.

23/03/09

Dia do Estudante - Nunca foi fácil fazer mudanças

Aqui está uma prova de que houve tempos muito difíceis que não permitiam a livre expressão, o pensamento crítico e consciente, tempos que condenavam a livre associação. Mas os Estudantes, na luta por melhores condições de ensino, alimentaram o sonho para a mudança política no País em 1974.

O Dia do Estudante foi fixado apenas em 1987 pela Assembleia da República em 24 de Março, embora as suas origens remontem à crise académica de 1962, época em que os estudantes, principalmente os dirigentes associativos, sofreram bastante para que hoje se possa participar em manifestações livres, num ambiente democrático de respeito pelos direitos, liberdades e garantias.

As reivindicações de hoje não serão as mesmas, mas há motivos para continuar a EXIGIR mudanças. Mais não seja porque identificar o que se acha mal poderá significar que se sabe o que se quer. É já um começo. Pior é não ter ideia nenhuma sobre onde estamos e para onde queremos ir.

18/03/09

Preservativo Papal

O cartoon está desactualizado, assim como a Igreja em relação ao uso do preservativo, diria até, desajustada.

Com esta posição a Igreja Católica deixa antever, na pessoa do seu mais alto representante, que não contam, ou não contam tanto como deveriam, as vidas humanas desde que a "moral e os bons costumes" prevaleçam;
Europa e África continuarão a ser diferentes no que a cuidados de saúde diz respeito e, sobretudo, no combate à transmissão do vírus da SIDA.
Europa e África continuarão a ser diferentes no tratamento e nas mensagens do Vaticano e isso fica patente na oportunidade encontrada pelo Papa para falar da posição da Igreja face a este assunto. (Embora também fique que a ideia era mandar recado à Europa que em matéria de moral e bons costumes há muito está a fazer um caminho diferente da Igreja Católica)
Para além disto, há ainda outras questões importantes a ter em conta: a Europa permite à generalidade dos seus cidadãos muitos anos de escolaridade, onde se espera que se vá abordando estes temas, ao contrário da realidade africana em que a baixa escolaridade aliada aos mitos e crenças dos seus povos não permitem um trabalho de sensibilização para a mudança de hábitos tão proveitosa como na Europa.
Acontece que, por cá, também persistem as crenças de que isso só acontece aos outros e por isso muito trabalho há ainda a fazer.
Na realidade, os números de novos casos do VIH-SIDA não param de aumentar, tanto cá como lá. Embora a realidade em África seja muito mais grave, isso não é motivo para alegrias. Nestas estatísticas não devemos querer entrar.

16/03/09

SUPERGRASS

(musicalmente falando, claro!)

Fahrenheit 9/11 - Michael Moore

Neste momento, no canal MOV, está a ser exibido o filme Fahrenheit 9/11, de Michael Moore. O polémico cineasta americano que explora o que os noticiários deixam passar. Neste filme, para além da confirmação do embuste que foi J.W. Bush enquanto Presidente dos EUA, desde logo na sua eleição na "secretaria", podemos ver uma série de factos que nos levam a questionar a versão oficial dos atentados do 11 de Setembro. O antes e o depois da data mais marcante da nossa história recente.


12/03/09

Anúncios de Massacres pela Net

Notícia do Público
Este caso é chocante e deve merecer muita reflexão sobretudo porque não é a primeira vez que acontece. Começa a ser uma "moda" que jovens, na sua maioria, queiram demonstar com actos extremos a sua raiva, o aborrecimento pela vida que levam e a atenção que julgam não ter e que mereciam.
E todos estes casos previamente anunciados na Net ?!
Uma forma de demonstrar do que são capazes, do poder que efectivamente têm e que ninguém tinha dado por isso ou tinha subvalorizado; “É sempre o mesmo. Toda a gente se ri de mim. Ninguém vê o meu potencial. Estou a falar a sério. Tenho armas e vou à minha antiga escola de manhã”.
Uma forma de chamar à atenção para si próprios e ficar para a História, nem que seja pelas piores razões; “Fiquem atentos. Vão ouvir falar de mim amanhã. Lembrem-se deste sítio. Winnenden”
À parte da violência dos jogos de computador que sempre se fala quando surgem estes casos - e são muitos nestes últimos anos, há sempre presente a Internet. Por um lado, o isolamento dos jovens e a Internet como única companheira. Por outro, a Internet como meio para o anúncio das suas pretenções e, mais do que isso, do seu poder.
Infelizmente, estes casos têm semelhanças: Isolamento; Internet; Desígnio; Concretização;
O Isolamento, a falta de amigos e o pouco contacto social foram fatais.
O suicídio começa a não ser suficiente para demonstrar o quanto são infelizes e há a necessidade de tornar o acto o mais horrendo e publicitado possível para que na morte, por oposição à vida, sejam lembrados.


Aviso num fórum de discussão
Adolescente que atacou escola na Alemanha escrevera sobre os seus planos na Internet

12.03.2009 - 13h08 PÚBLICO
Um adolescente alemão que matou 15 pessoas ontem antes de se suicidar anunciou o ataque à sua antiga escola horas antes de o realizar num fórum de discussão na Internet, revelaram hoje as autoridades locais. Tim Kretschmer, de 17 anos, escreveu: “É sempre o mesmo. Toda a gente se ri de mim. Ninguém vê o meu potencial. Estou a falar a sério. Tenho armas e vou à minha antiga escola de manhã”.Na mensagem, que terá sido escrita terça-feira à noite, poucas horas antes do ataque ao liceu da localidade de Winnenden (28 mil habitantes), subúrbio de Estugarda, Kretschmer insistiu que estava a falar a sério. “Fiquem atentos. Vão ouvir falar de mim amanhã. Lembrem-se deste sítio. Winnenden”, escreveu. Segundo as autoridades, Kretschmer falava online com um jovem bávaro também de 17 anos, que não levou a sério a sua mensagem, mas que contou ao pai depois de saber dos disparos de ontem de manhã.A polícia lançou uma investigação para perceber o que levou o Kretschmer ao ataque. Armado com uma pistola Beretta e vestido de camuflado negro, matou dez alunos e três professores. Em fuga, ainda matou mais três pessoas antes de ser atingido pelos disparos dos polícias e de se suicidar. Era filho único, de um empresário rico que tinha 18 armas em casa. Gostava de jogos de vídeo violentos e tinha concluído o liceu no ano anterior. Tinha sido tratado a uma depressão em 2008, mas interrompera o tratamento em Setembro.

08/03/09

1857-2009 Diferenças?

Sim. Desde logo uma diferença abismal: a tecnologia, a internet, o Mundo à distância de um click. E as Mentalidades? E os Direitos das Mulheres? E a Discriminação em função do Sexo?

«Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.»

E hoje, em 2009, qual a diferença em relação ao ano de 1857? Mais de 150 anos depois, evoluímos para patamares de igualdade? Não. O Mundo, a sociedade pode ter evoluído em muitos áreas mas no que respeita aos direitos, em particular aos Direitos das Mulheres, está longe de ser o desejável. Ainda por estes dias foi preciso que a Europa interviesse para tentar acabar com diferença salarial entre homens e mulheres.

Porventura, a única diferença entre 1857 e 2009 é que não acredito que hoje fosse possível que 130 mulheres arriscassem a vida para exigir dignidade no trabalho. Não desta forma.

Hoje, graças ao acesso à Educação e à Formação, ao conhecimento dos seus direitos, as Mulheres arriscam quebrar de outra forma o que a sociedade teima em manter: a imagem de donas de casa bem comportadas, mães exímias, mulheres extremosas.

Hoje, arriscam quebrar estereótipos e preconceitos para exigir o estatuto de pessoa humana sem discriminação em função do sexo, com dignidade e direitos. Embora curtos e lentos, os passos dados: o Trabalho, a autonomia financeira, a participação política e associativa, permite hoje à Mulher estar próxima - se não no centro, da decisão que transforma paulatinamente a sua vida e também esta sociedade que acredido tornar-se-á melhor e mais justa quantas mais Mulheres tivermos a participar activamente.

Se é impensável a evolução nos Direitos da Mulheres sem o sangue derramado, hoje, sem arriscar o regresso a casa mais cedo, a telenovela da hora do jantar, ou o conforto de um fim de semana em casa, vamos regredir sem dar por isso. Vão sem mim, que eu vou lá ter... assim, não vamos a lugar algum!
Ninguém disse que seria fácil.

8 de Março - Convém lembrar

Artigo 13.º
(Princípio da igualdade)

1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.

Constituição da República Portuguesa