
08/06/09
21/05/09
Minudências do Debate
“Desculpe, é a minha inexperiência”
Está entre aspas mas não vou citar a autoria. Quem viu o debate, sabe.
Foi o que ficou no ouvido.
Repetição do Debate amanhã, dia 22 de Maio, depois das 14h, na RTP-M.
“Nem todos somos perfeitos, nem tudo corre bem”
“É a excitação da minha primeira vez”
“Erro de principiante”
Está entre aspas mas não vou citar a autoria. Quem viu o debate, sabe.
Foi o que ficou no ouvido.
Repetição do Debate amanhã, dia 22 de Maio, depois das 14h, na RTP-M.
Afinal, sempre foi!
18/05/09
Caladinho que nem um Rato!
Assim é que se vê um homem de coragem! "De braços abertos", pela frente faz uma vénia que quase toca com a testa no chão, pelas costas, a verborreia do costume.
Um homem de coragem aproveitava o frente-a-frente com o 1º Ministro para se abrir e dizer o que lhe vai na alma. Um homem de coragem e coerente com o que tem dito teria aproveitado para contrariar, não esperava ver o 1º Ministro pelas costas para falar sobre o que considera injusto no relacionamento Estado Português/ Região Autónoma da Madeira.
Conclusão, como não é um homem de coragem porque não falou, deixou que Sócrates demonstrasse o que todos sabíamos: com Jardim é muita conversa e pouca acção.
08/05/09
O que é isto?
É um colorir da memória que ainda existe dos imberbes anos da Democracia na Madeira e condicionar a História? Não será?
Seria importante que todas as pessoas que têm memória dos anos em que a FLAMA espalhava o medo pela Madeira, que registassem, escrevessem, ou gravassem em vídeo o seu testemunho. É importante ter memória mais não seja para perceber o que se passa hoje na política madeirense.
Nasceu o mito
Eu nasci antes da formação oficial da FLAMA (1974), mas cresci sem ouvir falar, desta espécie de, guerrilheiros do atlântico. A FLAMA é para mim, uma ilustre organização desconhecida. Para mim, e para as três gerações que me seguem.Confesso que não me recordo do primeiro contacto, verbal, com a Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira. Imagino, que tenha acontecido por volta dos meus 20 anos. Ainda era um garoto.Como aos 22 “emigrei”, só voltei a ser confrontado com estes “independentistas” sem rosto aos 30 anos. Sem pedir, o tema “FLAMA” surgiu no meu caminho. A última vez foi no dia 30 de Abril de 2009. Conheci, pessoalmente, dois dos “cérebros” da organização. Segundo disseram, só resta um terceiro vivo. Os outros 13 já faleceram, mas desconheço se fizeram uma última ceia.Estes dois indivíduos. Um com 74, o outro com 85 anos, confessou fazer parte da “ala política” da FLAMA. Ao afirmá-lo, marca uma fronteira entre alas. A operacional. Ou seja, os “colaboradores” que entre 1974 e 1978, semearam o pânico na ilha.Como qualquer movimento tinham um sonho. 35 anos depois, o sonho continua vivo, mas já não existe a mesma chama. Digo eu! Para provar o contrário, no dia 25 de Abril (2009) uma outra ala. Que não a dos ideólogos. Já não têm idade para… Imagino que também não tenham sido os operacionais, ressuscitou o morto. Colocaram 6 gigantes bandeiras no Funchal.A operação foi bem sucedida. A máquina de escrever foi substituída pelo computador. O e-mail foi o meio mais seguro de passar a informação.Assim nasceu o morto.5 dias depois, a ala ideológica, viva, pediu “respeito” pela FLAMA. Costa Miranda, era o director adjunto do jornal oficial da organização – o “Madeira Nova”.Miranda desconhece os autores das bandeiras e os que colocaram a bomba na madrugada do dia 13 de Setembro de 1975, no avião da Força Aérea, “ Nord – Atlas”, estacionado na Placa do Aeroporto de Santa Catarina. Rejeita que tenha sido uma operação da FLAMA. Diz que aconteceu com a “conivência” dos militares “descontentes”. Daniel Drumond desmente o colega. Partilhavam a mesma mesa, mas não tem dúvidas. O acidente foi provocado por homens da FLAMA. Só não revela os nomes. Um já faleceu, o outro, ainda está vivo.Nesta conferência de imprensa. A primeira da FLAMA, ou de ex-flamistas, como fizeram questão de vincar no início da conversa com os jornalistas, não colocaram reservas sobre qualquer matéria.Miranda, o ideólogo, foi várias vezes irónico. À pergunta, sobre se pretendiam a independência. Foi categórico. “Na altura havia uma independência por semana. O único problema é que não éramos pretos. Se fossemos pretos, teríamos a independência. A Madeira é uma ilha africana.” Quanto às mortes; questionou. “Onde estão?” Num acto de contrição, assumiu uma. A do jovem, Rui Alberto, no Porto Santo e falou sobre uma outra morte, mas no Forte de Santiago. “Foram os militares que o mataram.”Daniel Drumond também tinha falado sobre mortes. Abordou o caso do “Julinho”. “Foi morto? Então não foi!!... A autópsia confirmou isso. Tinha uma pancada na cabeça, mas não morreu dela. Foi da queda. Há indícios que tentou se agarrar com as mãos antes de “escorregar””.A conversa decorria a bom ritmo. As respostas estavam na ponta da língua. Questionados sobre se a igreja apoiou a FLAMA? Não! Quem financiava…?“61%, os madeirenses. Eram simpatizantes da independência”.“No auge do movimento éramos 16. Mas, quem mandava? “A FLAMA tinha um problema. Não existia um líder. Ainda tentamos arranjar um, mas recusou.”Estes dois ex-flamistas não acreditam que tenham sido os ex-colegas da organização separatista a colocar as bandeiras. Para desmenti-lo, recordaram que a bandeira original da FLAMA tinha o escudo português no centro. “Não tem nada a ver com esta, que agora apareceu para aí. Se calhar, nenhum deles foi simpatizante da independência. Se calhar, andavam de fraldita, ainda.”Os sorrisos, rasgados de quem fazia as perguntas, face ao conteúdo das respostas, marcava de forma indelével, as duas frentes de combate. A dos jornalistas e a dos homens da FLAMA. Eles não desarmaram.Mantiveram a seriedade que o tema exige. “Dizem que em São Vicente que ainda fazem um almoço da FLAMA? É numa casa que existe quem vai na direcção do Seixal. Participam deputados? Sim! E de que falam nesse almoço? De tudo, chega a uma certa altura que estão tontinhos… Não será a FAMA? Lá Fama têm. Não sabe como são os almoços nesta terra?” Daniel Drumond, disse que esta é última vez que fala da FLAMA.A FLAMA é um tema que apaixona, os madeirenses. Quando surge, toda a gente tem uma história nova para contar. Toda a gente sabe, uma coisa, que ninguém sabe.Eu, para ser sincero, apenas sei que no passado dia 25 de Abril esta organização, desmantelada em1978 enfeitou a cidade.Se fosse mais um comum dos mortais madeirenses, nem ligava. Por razões profissionais, deixo este registo para alimentar o mito.
Publicada por Angel em 5/07/2009 11:02:00 AM
Seria importante que todas as pessoas que têm memória dos anos em que a FLAMA espalhava o medo pela Madeira, que registassem, escrevessem, ou gravassem em vídeo o seu testemunho. É importante ter memória mais não seja para perceber o que se passa hoje na política madeirense.
Nasceu o mito
Eu nasci antes da formação oficial da FLAMA (1974), mas cresci sem ouvir falar, desta espécie de, guerrilheiros do atlântico. A FLAMA é para mim, uma ilustre organização desconhecida. Para mim, e para as três gerações que me seguem.Confesso que não me recordo do primeiro contacto, verbal, com a Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira. Imagino, que tenha acontecido por volta dos meus 20 anos. Ainda era um garoto.Como aos 22 “emigrei”, só voltei a ser confrontado com estes “independentistas” sem rosto aos 30 anos. Sem pedir, o tema “FLAMA” surgiu no meu caminho. A última vez foi no dia 30 de Abril de 2009. Conheci, pessoalmente, dois dos “cérebros” da organização. Segundo disseram, só resta um terceiro vivo. Os outros 13 já faleceram, mas desconheço se fizeram uma última ceia.Estes dois indivíduos. Um com 74, o outro com 85 anos, confessou fazer parte da “ala política” da FLAMA. Ao afirmá-lo, marca uma fronteira entre alas. A operacional. Ou seja, os “colaboradores” que entre 1974 e 1978, semearam o pânico na ilha.Como qualquer movimento tinham um sonho. 35 anos depois, o sonho continua vivo, mas já não existe a mesma chama. Digo eu! Para provar o contrário, no dia 25 de Abril (2009) uma outra ala. Que não a dos ideólogos. Já não têm idade para… Imagino que também não tenham sido os operacionais, ressuscitou o morto. Colocaram 6 gigantes bandeiras no Funchal.A operação foi bem sucedida. A máquina de escrever foi substituída pelo computador. O e-mail foi o meio mais seguro de passar a informação.Assim nasceu o morto.5 dias depois, a ala ideológica, viva, pediu “respeito” pela FLAMA. Costa Miranda, era o director adjunto do jornal oficial da organização – o “Madeira Nova”.Miranda desconhece os autores das bandeiras e os que colocaram a bomba na madrugada do dia 13 de Setembro de 1975, no avião da Força Aérea, “ Nord – Atlas”, estacionado na Placa do Aeroporto de Santa Catarina. Rejeita que tenha sido uma operação da FLAMA. Diz que aconteceu com a “conivência” dos militares “descontentes”. Daniel Drumond desmente o colega. Partilhavam a mesma mesa, mas não tem dúvidas. O acidente foi provocado por homens da FLAMA. Só não revela os nomes. Um já faleceu, o outro, ainda está vivo.Nesta conferência de imprensa. A primeira da FLAMA, ou de ex-flamistas, como fizeram questão de vincar no início da conversa com os jornalistas, não colocaram reservas sobre qualquer matéria.Miranda, o ideólogo, foi várias vezes irónico. À pergunta, sobre se pretendiam a independência. Foi categórico. “Na altura havia uma independência por semana. O único problema é que não éramos pretos. Se fossemos pretos, teríamos a independência. A Madeira é uma ilha africana.” Quanto às mortes; questionou. “Onde estão?” Num acto de contrição, assumiu uma. A do jovem, Rui Alberto, no Porto Santo e falou sobre uma outra morte, mas no Forte de Santiago. “Foram os militares que o mataram.”Daniel Drumond também tinha falado sobre mortes. Abordou o caso do “Julinho”. “Foi morto? Então não foi!!... A autópsia confirmou isso. Tinha uma pancada na cabeça, mas não morreu dela. Foi da queda. Há indícios que tentou se agarrar com as mãos antes de “escorregar””.A conversa decorria a bom ritmo. As respostas estavam na ponta da língua. Questionados sobre se a igreja apoiou a FLAMA? Não! Quem financiava…?“61%, os madeirenses. Eram simpatizantes da independência”.“No auge do movimento éramos 16. Mas, quem mandava? “A FLAMA tinha um problema. Não existia um líder. Ainda tentamos arranjar um, mas recusou.”Estes dois ex-flamistas não acreditam que tenham sido os ex-colegas da organização separatista a colocar as bandeiras. Para desmenti-lo, recordaram que a bandeira original da FLAMA tinha o escudo português no centro. “Não tem nada a ver com esta, que agora apareceu para aí. Se calhar, nenhum deles foi simpatizante da independência. Se calhar, andavam de fraldita, ainda.”Os sorrisos, rasgados de quem fazia as perguntas, face ao conteúdo das respostas, marcava de forma indelével, as duas frentes de combate. A dos jornalistas e a dos homens da FLAMA. Eles não desarmaram.Mantiveram a seriedade que o tema exige. “Dizem que em São Vicente que ainda fazem um almoço da FLAMA? É numa casa que existe quem vai na direcção do Seixal. Participam deputados? Sim! E de que falam nesse almoço? De tudo, chega a uma certa altura que estão tontinhos… Não será a FAMA? Lá Fama têm. Não sabe como são os almoços nesta terra?” Daniel Drumond, disse que esta é última vez que fala da FLAMA.A FLAMA é um tema que apaixona, os madeirenses. Quando surge, toda a gente tem uma história nova para contar. Toda a gente sabe, uma coisa, que ninguém sabe.Eu, para ser sincero, apenas sei que no passado dia 25 de Abril esta organização, desmantelada em1978 enfeitou a cidade.Se fosse mais um comum dos mortais madeirenses, nem ligava. Por razões profissionais, deixo este registo para alimentar o mito.
Publicada por Angel em 5/07/2009 11:02:00 AM
05/05/09
Governo Marítimo
"Quanto ao Marítimo, eu penso que tem que haver alí - como se dizia em linguagem revolucionária, a seguir ao 25 de Abril, tem que haver alí um saneamento, e em 11 eu acho que fica a defesa e o resto, rifem-nos."
Alberto João, o comentador de futebol, não está contente com o Marítimo porque diz que há jogadores que não fazem nada e que a equipa deve ser saneada e até rifada. Interessa agora saber se Jardim, o Presidente do Governo Regional, concorda com a estratégia do comentador de futebol Alberto João e vai aplicar a mesma estratégia à sua equipa do Governo, ou seja, sanear e rifar os Secretários Regionais que não fazem nada. Seguindo o raciocíno de Alberto João, o comentador, resta saber se Jardim, o Presidente, ficará com alguém na defesa (?).
4 de Maio de 2009 Alberto João, comentador de futebol
Alberto João, o comentador de futebol, não está contente com o Marítimo porque diz que há jogadores que não fazem nada e que a equipa deve ser saneada e até rifada. Interessa agora saber se Jardim, o Presidente do Governo Regional, concorda com a estratégia do comentador de futebol Alberto João e vai aplicar a mesma estratégia à sua equipa do Governo, ou seja, sanear e rifar os Secretários Regionais que não fazem nada. Seguindo o raciocíno de Alberto João, o comentador, resta saber se Jardim, o Presidente, ficará com alguém na defesa (?).
22/04/09
Mulheres
Por estes dias, alguns comentários acerca do 8º lugar da Madeira na lista do psd ao Parlamento Europeu, responsabilizavam essa lei maldita chamada "da paridade", que visa que em cada 3 elementos estejam sempre representados os dois sexos. Não é no meu partido, mas estas coisas fazem-me espécie. Afinal:1º Quantas Mulheres integraram a lista do psd ao Parlamento Europeu em 2004 até ao 8º lugar?
2º Até ao 8º lugar quantos homens estavam à frente de Sérgio Marques e que o empurravam para aquela posição? R:5
3º É ou não verdade que se pensava "usar" duas Mulheres para cumprir a Lei e que depois seriam substituídas? E, neste caso, quem fala a verdade: o jornalista Miguel Torres Cunha ou o deputado Guilherme Silva? (Esta descida foi justificada sábado, ao Diário de Notícias da Madeira (DN/M) por Guilherme Silva, representante de Alberto João Jardim no Conselho Nacional do PSD: "Há duas candidatas que não vão assumir funções do Parlamento [Europeu], pelo que o dr. Sérgio Marques será o 6.º e, como tal, a sua eleição não estaria em causa")
O que é certo é que AJJ contentou-se com o 8º lugar. Depois foi o que se sabe: Sérgio Marques retira-se da corrida, prontamente é substituído e o resultado é o que agora se sabe. Afinal, conseguiram o 5º lugar, não por mérito próprio mas porque teve uma Mulher, ou melhor duas, ainda para mais Açorianas, que ao exigir outro tratamento por parte de MFL, deram ao psd Madeira e que AJJ, agastado coitado de tanto trabalhar, não conseguiu para o seu partido. Se não, vejamos:
- Não foi uma Mulher, neste caso Berta Cabral que ao indicar uma Mulher para a lista para facilitar o trabalho a MFL logo para os primeiros lugares, deu boleia ao psd Madeira para subir na lista e, mais do que isso exigir estar à frente dos Açores pelas razões óbvias?
E não é que mais uma vez fica a prova cabal de que AJJ volta a ser ultrapassado por uma Mulher. Primeiro Manuela e agora Berta Cabral. Tá a perder o fôlego!
14/04/09
Informação é Poder
Questão muito pertinente tendo em conta o uso que fazemos das novas tecnologias para um sem número de acções do dia-a-dia e que envolvem dados pessoais que, uma vez divulgados a terceiros, podem dar algumas dores de cabeça. Julgo que, a par do necessário acompanhamento da divulgação por parte do Estado ou das Empresas, será necessário que cada um de nós seja mais selectivo quanto aos dados pessoais que divulga, onde e como o faz... Estou em crer que a maioria das pessoas que já teve problemas relacionados com a divulgação de dados pessoais foi a única responsável pela divulgação dos mesmos. Para além dos sites não seguros, outra nota: Nem tudo deve ir parar aos blogs, por mais pessoais que sejam, nem todos os campos do hi5 têm de ser preenchidos. Informação é poder!
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